O inferno de Dilma não é o céu de Aécio. Há um inimigo comum

A popularidade da presidente definha mas o líder da oposição, seu adversário nas presidenciais de 2014, tem de gritar mais alto do que os próprios aliados do PT, e ir apagando a imagem de playboy

"Dilma Rousseff derrotada", "presidente humilhada" ou "Planalto à beira de um ataque de nervos" têm sido manchetes recorrentes nos jornais brasileiros. No entanto, quem vem infligindo desaires ao governo é o Congresso Nacional, controlado pelo Partido do Movimento da Democracia Brasileira (PMDB), aliado teórico do Partido dos Trabalhadores (PT) mas ressentido com a presidente por causa da distribuição de cargos governamentais. Ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e ao seu líder, Aécio Neves, que quase ganhou as eleições de outubro de 2014 e é hoje senador, tem cabido papel secundário.

"Não dá para concorrer em estridência com os terramotos diários gerados pelo PMDB", conta ao DN Igor Gielow, editor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. "O PMDB tem uma influência legislativa que o PSDB não tem, por isso na prática, nas votações, lidera a oposição, ao Aécio só resta ficar na toca, esperando o que sai das manifestações populares que são, por agora, mais contra todos os políticos do que a favor dele."

Ou seja, se o PMDB é o pesadelo de Dilma, também tira o sono a Aécio. Sem um presidente desde José Sarney (1985 a 1990), que só chegou ao cargo porque o eleito Tancredo Neves, avô de Aécio, morreu dias antes da posse, o PMDB tem preferido o papel de sócio do poder, ora aliado ao PSDB de Fernando Henrique Cardoso, de centro-direita, ora ao PT de Lula da Silva e Dilma, de centro-esquerda, do que aventurar-se a solo.

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