O gay da católica Polónia que depois de deputado chegou a presidente de câmara

Robert Biedron foi o primeiro homossexual assumido no Parlamento polaco e conquistou Slupsk com 57% dos votos. O seu sucesso levou a que muitos candidatos revelassem a sua orientação sexual durante a campanha.

A Polónia, terra de João Paulo II e um dos países mais católicos da Europa, começa lentamente a deixar cair alguns dos seus tabus, nomeadamente no que diz respeito aos comportamentos sexuais. Robert Biedron, de 39 anos, é disso um bom exemplo: homossexual assumido, foi eleito em 2011 para o Parlamento, tornando-se o primeiro deputado gay do país. Agora é presidente da Câmara de Slupsk.

"Claro que a Polónia não é o país mais progressista da Europa neste assunto. Existe muito conservadorismo e homofobia e preconceito. Mas a Polónia está também no caminho da mudança. A lição da tolerância está a ser aprendida e a sociedade polaca está a mudar", declarou o autarca licenciado em Ciências Políticas. O Parlamento polaco rejeitou no ano passado três propostas que pretendiam garantir direitos legais aos casais gay.

Biedron, que conquistou a autarquia na segunda volta com 57% dos votos, diz que a sua orientação sexual não foi um assunto da sua campanha. "Claro que sabiam que eu era homossexual, toda a gente na Polónia sabe que eu sou homossexual. Mas isso não teve importância. Na campanha, nenhum dos sete candidatos tentou usar isso como uma arma contra mim, nem mesmo os da direita", afirmou numa entrevista pouco depois da sua eleição. Robert Biedron tem uma relação há mais de uma década com Krzysztof SSmiszek, um advogado que conheceu a 14 de fevereiro de 2003 numa conferência em Berlim. Desde então o Dia dos Namorados tornou-se uma data especial para o casal.

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