O autarca holandês e muçulmano que quer os islamitas fora da Europa

Ahmed Aboutaleb nasceu em Marrocos e dirige Roterdão, a segunda cidade da Holanda. Não tem medo das palavras nem dos radicais.

"Se não gostam da maneira como se vive aqui por causa de alguns humoristas (...), então, se posso dizer isto aqui: desamparem a loja!"- disse o presidente da Câmara de Roterdão, Ahmed Aboutaleb, numa declaração televisiva horas depois dos ataques ao Charlie Hebdo. A tradução moderada da expressão dita em holandês tem o equivalente, mais contundente, no francês "Foutez le Camp!" ou no inglês "Fuck off!", que não necessitam de tradução.

A frase trouxe para o topo das notícias este marroquino de 53 anos, detentor de passaporte holandês, conhecido por tomadas de posição firmes e, por vezes, controversas. Não foi a primeira vez que Aboutaleb teve palavras críticas para a comunidade muçulmana. Em 2008, afirmou que os que queriam defraudar a segurança social da Holanda deveriam "apanhar o primeiro avião" e "ir viver para outro lado". "Parem de se considerar como vítimas. Se não querem integrar-se, deixem o país", dissera em 2002, numa mesquita, após o assassínio de Pim Fortuyn. Por estas palavras foi "condenado à morte" pela Al-Qaeda e teve de viver sob proteção. Em 2006, pronunciara-se pela supressão do subsídio de desemprego às mulheres que usassem burqa: "Ninguém quer uma funcionária de burqa. Nestas situações, eu digo: tira a burqa e procura trabalho. Se não o queres fazer, muito bem, mas então não há subsídio de desemprego."

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