Nobel para descoberta da expansão acelerada do universo

O prémio vai ser partilhado entre o professor da Universidade da California, Saul Perlmutter, e os professores universitários Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, da Austrália e Baltimore, respectivamente.

A Academia Sueca distinguiu com o Nobel da Física o trabalho de três cientistas norte-americanos pela descoberta da aceleração da expansão do Universo através da observação de supernovas.

Saul Perlmutter é o responsável pelo trabalho "The Supernova Cosmology Project", desenvolvido pela Lawrence Berkeley National Laboratory da Universidade da Califórnia, a funcionar em Berkeley, nos Estados-Unidos da America.

Os estudos foram feitos através da observação de supernovas - explosões que marcam o fim da vida de estrelas com muita massa. Este trio de cientistas descobriu que a expansão do universo está a acelerar.

"A partir dos seus estudos, eles descobriram que a taxa de expansão do Universo está a acelerar. Essa conclusão foi uma enorme surpresa para os cientistas", referiram os membros do Comité do Nobel.

Durante o anúncio, os apresentadores do prémio mostraram que 95% da energia estimada no Universo não tem origem conhecida: "Consiste de objectos que nós não sabemos nada a respeito deles. Essa descoberta é um marco para os estudantes de cosmologia."

Para o Comité, as pesquisas realizadas por este trio mostram como equações da teoria da relatividade geral, a principal teoria desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein em 1915, estão correctas.

Contactado pela Fundação Nobel por telefone, Brian Schmidt disse que não esperava o prémio: "É uma daquelas coisas que achamos que nunca vai acontecer".

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