Negociações entre Grécia e Eurogrupo abrem brechas nas coligações de governo em Atenas e Berlim

As negociações das últimas semanas entre a Grécia e os seus parceiros do Eurogrupo deixaram transparecer algumas divisões internas nos partidos que compõem as coligações nos governos grego de Alexis Tsipras e alemão de Angela Merkel.

A ala mais radical do Syriza começa a levantar a voz

Ainda Alexis Tsipras não tinha aquecido o lugar de primeiro-ministro da Grécia, já os analistas previam que iria haver cisões na coligação governamental grega caso se fizessem cedências à "troika" - agora substituída pela designação "as instituições". Tsipras, líder do Syriza, governa coligado com os Gregos Independentes (direita). Mas não é daí que têm surgido as divisões. Têm vindo, sim, de dentro do Syriza, que é ele próprio uma coligação de várias formações.

Intransigência de Wolfgang Schäuble criticada no SPD

Tal como as políticas encontradas para responder à crise na zona euro, a Alemanha, governada pela coligação CDU/CSU-SPD, parece querer liderar também agora a resposta a dar às ambições do novo governo grego para renegociar o seu resgate e as medidas de austeridade a ele associadas. Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças, tal como Merkel membro da CDU, tem assumido as posições mais duras face a Atenas. Mas nem sempre tem sido acompanhado de forma clara e inequívoca pelos parceiros sociais-democratas da Grande Coligação.

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