NATO celebra 20 anos de pacto de cooperação pela paz

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, assinalou hoje o vigésimo aniversário do chamado "acordo pela paz" que permitiu à organização associar-se a vários países da Europa em prol da estabilidade e da segurança.

Há vinte anos que os estados-membros da Aliança Atlântica decidiram numa cimeira em Bruxelas criar um "acordo pela paz" com os países europeus da zona do Atlântico, lê-se num comunicado da NATO hoje divulgado.

A ideia da organização era que esse pacto "ultrapassasse fronteiras e divisões ideológicas do passado" e que contribuísse para construir a paz e a segurança através da consulta, da cooperação e ações comuns baseadas nos valores comuns da democracia, das liberdades fundamentais e dos direitos humanos".

"Hoje podemos dizer com orgulho que essa visão se converteu em realidade. O acordo pela paz contribuiu com êxito para a paz e a estabilidade no eixo euro-atlântico", destacou Rasmussen no comunicado.

Sublinhou, em particular, que os países "se tenham associado" às operações da Aliança Atlântica e trabalhado "em conjunto com os aliados da NATO para proteger a segurança, não só da área euro-atlântica, mas para além desta".

"Os aliados e os seus parceiros unem-se para realizar exercícios e atividades de formação anualmente para prover reformas, criar competências e melhorar a nossa capacidade e trabalhar em conjunto em matéria de segurança", assinalou o secretário-geral da NATO.

Referiu, a propósito, que 12 dos países aliados do centro, este e sudeste da Europa se converteram posteriormente em membros da NATO.

Na opinião do responsável, esse pacto "continuará a impulsionar a paz e a estabilidade no eixo euro-atlântico, ajudando a organização a desenvolver a sua rede de acordos".

"Como demonstra o nosso conceito estratégico, a seguração cooperativa é uma das tarefas principais da NATO", indicou Rasmussen, acrescentando que a próxima cimeira da NATO agendada para setembro, em Gales, procurará reforçar uma Aliança "cujas associações sejam mais amplas, profundas e ricas que nunca".

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