"Não tenho escolha", escreve Dylann em manifesto online

No site lastrodhesian.com podem ver-se ainda fotografias do atirador com várias armas ou a queimar a bandeira americana.

É com a nota "Uma Explicação" que termina o manifesto colocado online no site lastrhodesian.com e que terá sido escrito por Dylann Roof, o autor do tiroteio que na quarta-feira matou nove afro-americanos, numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul. No texto pode ler-se: "Não tenho escolha. Não estou em posição de, sozinho, ir para o gueto e lutar. Escolhi Charleston porque é a cidade mais histórica do meu estado e já teve o maior rácio de negros para brancos do país. Não temos skinheads, nem verdadeiro KKK, ninguém faz nada a não ser falar na Internet. Bom, alguém tem de ter coragem para agir e acho que terei de ser eu".

O autor do manifesto, cuja autenticidade ainda não foi confirmada pelas autoridades, começa por explicar: "Não fui criado num ambiente racista". Mas conta como mudou a sua visão depois da morte de Trayvon Martin, um adolescente negro abatido a tiro por um polícia branco na Florida em 2012. Na altura, Dylann decidiu fazer uma busca por crimes de negros contra brancos e "percebi que algo estava errado". E acrescentou: "Como é que as notícias podiam estar cheias com o caso Trayvon Martin quando milhares de mortes de brancos por negros eram ignoradas?" O autor termina o manifesto afirmando-se "com pressa" e deixa o pedido. "Por favor desculpem qualquer gralha. Não tive tempo para reler".

Para além do texto do manifesto, o site exibe fotografias de Dylann com várias armas, a queimar a bandeira americana ou junto ao Museu Militar dos Confederados. É precisamente a bandeira da Confederação - estados do Sul dos EUA, esclavagistas, que no séc. XIX se quiseram separar da União em protesto contra as ideias abolicionistas do Norte - que Dylann exibe nas fotos.

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