Nacionalidade são-tomense para trabalhadores das roças

Tiveram direito a cidadania após a independência, em julho de 1975. O multipartidarismo retirou-lhes esse direito. Agora reposto.

"Quem mostra" bo/Ess caminho longe? Ess caminho/Pa São Tomé (...). Sodade sodade/Sodade/Dess nha terra Sao Nicolau". A nostalgia expressa no tema Sodade, de Cesária Évora, em que se anseia pelo regresso a Cabo Verde, tem sido algo bem real e duradouro para a grande maioria dos naturais deste arquipélago fixados pela força da lógica colonial em São Tomé e Príncipe ao longo dos tempos.

Levados para o trabalho nas roças de cacau e café, com um estatuto de semi-escravos foram, quase sempre, deixados no esquecimento. Agora, têm oportunidade de verem feita justiça.

Iniciou-se esta semana o processo de atribuição da nacionalidade são-tomense a todas as pessoas naturais de países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que viviam no arquipélago na época da independência, em julho de 1975. De carácter gratuito e facultativo, o processo irá decorrer até final do ano e as autoridades estimam em cerca de 20 mil pessoas, a maioria de facto proveniente de Cabo Verde, a serem abrangidas por aquela medida.

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