Morsi também vai ser julgado por evasão da prisão

O ex-Presidente do Egito Mohamed Morsi, destituído pelos militares, vai ser julgado a 28 de janeiro, com mais 130 acusados, incluindo membros do Hamas palestiniano e do Hezbollah libanês, por se ter evadido da prisão durante a revolta popular de 2011.

Morsi é atualmente indicado em três processos. Para além dos ataques a prisões e da sua evasão no início de 2011, deve responder por cumplicidade nas mortes de manifestantes quando estava no poder e será também julgado por "espionagem" destinada a promover "ações terroristas" que envolveriam o Hamas e formações 'jihadistas', anunciou hoje fonte judicial citada pela agência noticiosa AFP.

Primeiro Presidente eleito democraticamente no Egito em junho de 2012, Morsi foi destituído em 03 de julho de 2013.

Em meado de dezembro, o procurador tinha declarado que, para além do ex-chefe de Estado islamita, 132 pessoas estavam a ser indiciadas neste processo, incluindo 70 membros do Hezbollah e do Hamas, e que serão julgados à revelia.

O Ministério público afirma que os militantes da Irmandade Muçulmana, a confraria de Morsi declarada recentemente "organização terrorista", do Hamas, do Hezbollah e dos 'jihadistas' atacaram prisões e esquadras de polícia durante os primeiros dias da revolta que afastou do poder o ex-Presidente autocrático Hosni Mubarak no início de 2011, provocando a morte de polícias e contribuindo para a fuga de milhares de detidos.

Um porta-voz do Hamas em Gaza denunciou estas acusações "falsas e sem fundamento" e assegurou que muitos dos acusados estão mortos ou detidos em prisões israelitas.

Pouco após a sua evasão, Morsi afirmou que os guardas da prisão abandonaram os seus postos, enquanto os detidos, aproveitando-se do caos, escaparam das suas celas.

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