Vítimas de bombardeamentos retiradas de Homs

O Comité Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho sírio estão hoje no bairro de Baba Amr, em Homs, para retirar as vítimas dos bombardeamentos, incluindo dois jornalistas ocidentais feridos e os corpos de dois jornalistas mortos.

O CICV e o Crescente Vermelho estão em Baba Amr para tentar retirar o mais depressa possível todos os que têm necessidade de ajuda urgente", disse à France Presse o porta-voz da Cruz Vermelha em Damasco, Saleh Dabbakeh.

Questionado sobre se os jornalistas ocidentais são abrangidos por esta operação de evacuação, respondeu: "Sim, são abrangidos".

Pelo menos 11 ambulâncias e outras viaturas foram para o local, um dos mais atingidos pelos incessantes bombardeamentos de que Homs é alvo há três semanas.

A norte-americana Marie Colvin, jornalista do Sunday Times, e o francês Rémi Ochlik, fotógrafo da agência IP3 Press, foram mortos na quarta-feira quando o bombardeamento atingiu uma casa transformada em centro de imprensa, em Baba Amr.

A jornalista francesa Edith Bouvier e o fotógrafo britânico Paul Conroy ficaram feridos no mesmo bombardeamento e os dois pediram para ser retirados o mais depressa possível de Homs, em mensagens de vídeo.

Diplomatas e responsáveis do CICV conseguiram convencer os rebeldes, que controlam Baba Amr, mas sobretudo as autoridades sírias, que negam qualquer responsabilidade no que aconteceu aos jornalistas que entraram clandestinamente na Síria, a calarem as armas para retirarem os que precisam de assistência.

"Se formos a Homs não será apenas para retirar os jornalistas, mas também para ajudar a população", afirmara antes Dabbakeh.

Alguns bairros da cidade, como o de Baba Amr, têm falta de alimentos e de assistência médica, segundo ativistas de organizações de defesa dos direitos humanos.

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