UE condena morte de dois jornalistas

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, condenou hoje "nos termos mais firmes" os "crimes" que representam as mortes de dois jornalistas europeus na Síria.

Um despacho da AFP, que cita um comunicado do porta-voz de Ashton, adianta que a União Europeia "condena o ataque que provocou a morte da jornalista Marie Colvin do Sunday Times e do repórter fotográfico Rémi Ochlik", no dia seguinte à morte de um outro jornalista, o sírio Ramy al-Sayed, do canal Shaam News.

A Alta Representante para a Política Externa dos 27 "está preocupada com a situação na Síria, em particular na cidade de Homs, onde o regime continua a sua brutal repressão e os ataques contra a população civil".

Segundo Ashton, a escalada da violência no país deve cessar imediatamente.

"As autoridades sírias devem permitir o total acesso e sem condições aos funcionários das organizações humanitárias para o fornecimento de ajuda humanitária", defende Catherine Ashton no comunicado.

A norte-americana Marie Colvin e o francês Rémi Ochlik foram mortos num bombardeamento à cidade rebelde, enquanto outras pessoas, incluindo uma jornalista do diário francês Le Fígaro, ficaram feridas.

Para protestar contra a violenta repressão do regime sírio contra manifestações da oposição, que provocaram 7.600 mortos de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os países da UE vão decidir na segunda-feira um novo pacote de sanções contra a Síria, incluindo um embargo à carga aérea proveniente do país, segundo fontes diplomáticas contactadas pela AFP.

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