Tunísia quer investigação à morte de Arafat

O ministro dos Négocios Estrangeiros tunisino, Rafik Abdessalem, solicitou hoje uma reunião de emergência da Liga Árabe e uma investigação internacional sobre a morte de Yasser Arafat, depois de a televisão Al-Jazeera ter difundido uma reportagem que sugere a hipótese de assassínio do ex-líder palestiniano.

"Apelamos à realização de uma reunião de emergência de ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe e solicitamos a criação de uma comissão internacional para investiga as circunstâncias da morte do líder (palestiniano) Yasser Arafat", declarou em antena à rádio privada Mosaïque FM.

"Temos uma dívida para com este grande homem que teve grande influência no processo nacional palestiniano ", disse o chefe da diplomacia tunisina após reunião com o Presidente Moncef Marzouki.

A Tunísia manteve estreitas relações com Arafat nas décadas de 1980 e 1990, acolhendo a Organização de Libertação da Palestina (OLP ), a qual era considerada na altura "terrorista" pela comunidade internacional.

O Instituto de Física de Radiação de Lausanne, na Suíça, que, a pedido da Al-Jazeera, analisou as amostras biológicas retiradas dos pertences do líder palestiniano, entre os quais a roupa que usou nos últimos dias de vida, descobriu "uma quantidade anormal de polónio", revelou a reportagem exibida terça-feira por essa televisão árabe.

O polónio é uma substância radioativa, altamente tóxica, responsável pelo envenenamento de Alexander Litvinenko em Londres, em 2006. Trata-se de um ex-espião russo que se tornou adversário do atual Presidente russo Vladimir Putin.

Os pertences analisados na Suíça estavam na posse da viúva de Arafat, Suha Daud Ettawil. Foram-lhe entregues pelo hospital militar francês Percy, onde o marido faleceu em novembro de 2004. Em tempos, Suha viveu na Tunísia, tendo-lhe sido atribuída a nacionalidade tunisina. Perdeu-a em 2007, por ordem de presidente Zine ElAbidine Ben Ali, deposto em 2011 pelas revoltas da "Primavera Árabe". Atualmente tem nacionalidade francesa.

"Temos uma dívida para com este grande homem que teve grande influência no processo nacional palestino ", disse ele , após reunião com o presidentetunisianoMarzouki. A Tunísia tem mantido estreitas relações com Arafat em 1980 e 1990 , acolhendo a Organização de Libertação (OLP ), considerada na altura, "terrorista",pela comunidade internacional. O Instituto de Física de Radiação de Lausanne , que analisou as amostras biológicasretiradas dospertences pessoaisdo líderpalestiniano,descobriu"uma quantidade anormal depolónio", revelou num documentário exibidoterça-feira pelaAl-Jazeera. O polónio é uma substância radioativa, altamente tóxica, que envenenouem 2006,em Londres, AlexanderLitvinenko , umex-espião russo que se tornaraadversáriodo presidente Vladimir Putin.

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