Tribunal confirma um ano de prisão para Morsi

Um tribunal de recurso egípcio confirmou hoje a condenação a um ano de prisão de Hicham Qandil, primeiro-ministro do presidente Mohamed Morsi, destituído pelos militares.

Qandil foi condenado por não ter mandado aplicar uma decisão da justiça e este é mais um episódio da repressão que tem como alvo figuras relacionadas com os islamitas da Irmandade Muçulmana, de que Morsi foi dirigente.

O antigo primeiro-ministro foi julgado em primeira instância em julho e condenado por não ter executado a decisão judicial que anulava a privatização de uma companhia pública e ordenava o regresso de funcionários despedidos.

No início de setembro, a justiça ordenou o congelamento dos bens de Qandil e proibiu-o de deixar o país. "Vai ser emitido um mandado de detenção e terá de cumprir a pena de prisão", disse à France Presse um alto responsável ligado à segurança que pediu anonimato.

Desde que Morsi, o primeiro presidente egípcio eleito democraticamente, foi afastado do poder e detido, a 03 de julho, Qandil permaneceu discreto durante a vaga de repressão que atingiu os apoiantes do chefe de Estado deposto.

Mais de mil manifestantes pró-Morsi foram mortos a tiro pela polícia e pelo exército durante a terceira semana de agosto e mais de 2 mil membros da Irmandade Muçulmana foram detidos, incluindo quase todos os dirigentes da confraria.

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