Três mortos e 265 detidos em confrontos com a polícia

A polícia egípcia lançou hoje gás lacrimogéneo para tentar dispersar apoiantes da Irmandade Muçulmana em duas cidades do Egito. Dos confrontos resultaram já três mortos e 265 detidos.

Momentos depois, um responsável da polícia, citado pela AFP, confirmava a detenção de pelo menos 148 manifestantes islamitas.

Estes protestos, que degeneraram em confrontos, ocorrem depois de o Governo egípcio ter declarado, na quarta-feira, a Irmandade Muçulmana, movimento que apoia o presidente islamita Mohamed Morsi (destituído pelo exército em julho), como "grupo terrorista" e de ter proibido qualquer tipo de manifestações.

Uma nuvem de fumo negro era visível na zona do dormitório da Universidade de Al-Azhar, no Cairo, indicaram os jornalistas da AFP.

As mesmas fontes relataram que a polícia usou gás lacrimogéneo contra os manifestantes, que lançavam pedras contra os elementos das forças de segurança.

Também foram registados confrontos entre a polícia e manifestantes em Ismailiya, na região norte do Egito.

A Coligação de Defesa da Legitimidade, que integra a Irmandade Muçulmana e outros movimentos da mesma natureza, anunciou hoje a convocação de uma semana de protestos em todas as províncias do país contra o Governo egípcio.

Num comunicado, o grupo informou que a jornada de protesto, que qualificou como a 'semana da ira', começou hoje.

"Os injustos terroristas atingiram os limites (...) e chegou a altura de aumentar a ira", referiu a nota informativa do grupo, que assegurou que a jornada irá começar com "força e de forma pacífica".

A coligação explicou que a nova vaga de protestos surge como reação às agressões contra os manifestantes e os detidos islamitas, mas também pelo cancelamento das atividades das associações de caráter social com ligações à Irmandade Muçulmana.

"Não vamos ficar de braços cruzados perante a agressão contra as mulheres do Egito e as violações contra os detidos que rejeitam o golpe de Estado e contra as associações de solidariedade que ajudam 20 milhões de egípcios", sublinhou o comunicado.

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