Talibãs reivindicam atentado que matou sete peregrinos xiitas

Um porta-voz dos talibãs do Paquistão reivindicou hoje um atentado contra um grupo de peregrinos xiitas, que matou sete pessoas no noroeste do país.

"Fomos nós que perpetrámos o ataque contra a comunidade xiita", disse por telefone à agência noticiosa France Presse Ehsanullah Ehsan, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão.

O atentado desta manhã ocorreu em Dera Ismail Khan, uma zona remota próxima do Waziristão do Sul, região fronteiriça com o Afeganistão, considerada um reduto dos talibãs e de grupos associados à rede terrorista Al-Qaida.

Segundo autoridades locais citadas pela AFP, uma bomba de dez quilos rebentou à passagem de uma procissão xiita. Sete pessoas morreram, entre as quais quatro crianças. O ataque causou ainda 30 feridos.

Os talibãs, movimento radical sunita, têm lançado uma vaga de ataques no Paquistão contra muçulmanos xiitas. Só em 2012, mais de 300 xiitas morreram em atentados.

Mahmoud Ahmadinejad, Presidente do Irão, principal país de maioria xiita no mundo, esteve no Paquistão esta semana. As autoridades paquistanesas tomaram medidas de segurança extraordinárias para evitar atentados -- incluindo a suspensão dos serviços de comunicação móvel nas principais cidades (os telemóveis podem ser usados para ativar bombas à distância).

O porta-voz dos Movimento dos Talibãs disse contudo que estas medidas serão inúteis. "Temos 20 a 25 'kamikazes' prontos a fazer rebentar bombas e a lançar operações suicidas", afirmou Ehsanullah Ehsan à AFP.

"O governo [paquistanês] pode fazer o que lhe apetecer, mas não pode deter os nossos ataques", concluiu.

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