Soldados israelitas "deviam receber o Nobel da Paz"

Os soldados israelitas deviam receber o Nobel da Paz pela "moderação inimaginável" de que são prova na luta contra o Hamas, afirmou o embaixador de Israel nos Estados Unidos, esta segunda-feira, reclamando o direito do seu país a se defender.

O embaixador Ron Dermer fez estas declarações num evento organizado pelo grupo de Cristãos Unidos por Israel, segundo o texto do seu discurso publicado na sua página de Facebook.

Comparando os rockets atirados pelos Hamas sobre Israel ao bombardeamento alemão em Londres durante a Segunda Guerra Mundial, Dermer respondeu àqueles que "acusam descaradamente Israel de genocídio e que nos metem no banco de réus por crimes de guerra".

"A verdade é que as forças de defesa israelitas deviam receber o Prémio Nobel da Paz porque elas se batem com uma moderação inimaginável", afirmou.

Já em declarações aos jornalistas na terça-feira de manhã, Dermer não foi tão longe, admitindo que Israel "não é perfeita". "Também cometemos erros".

"Um míssil pode explodir no lugar errado, podemos cometer erros de cálculo, mas nunca pretendemos conscientemente, ter civis como alvo", disse.

"Israel nunca teve os civis palestinianos como alvo. Quando um civil morre a missão foi um fracasso e uma tragédia", acrescentou.

"Creio que Israel deve ganhar a admiração da comunidade internacional pela moderação de que mostra ser capaz quando confrontado com as ameaças que pendem sobre o país", disse ainda.

"Deviam-se colocar uma questão simples: que fariam os Estados Unidos? Que faria a Grã-Bretanha, o Canadá ou a França? Perguntem-se como um outro país reagiria em face das mesmas ameaças", rematou.

De acordo com Ron Dermer, numerosos civis palestinianos são usados como escudos humanos pelos militantes do Hamas, que colocam as suas baterias de róquetes em sítios estratégicos como hospitais e escolas. O embaixador pede às Nações Unidas a condenação do Hamas por estes "crimes de guerra".

A ofensiva israelita na faixa de Gaza já fez mais de 600 mortos do lado palestiniano e 27 soldados e 2 civis israelitas, desde o início da operação há duas semanas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG