Síria terá aceitado controlo do seu arsenal químico

A Síria terá concordado já com a proposta russa de colocar o seu arsenal químico sob controlo internacional, avançam as agências noticiosas russas, citando o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem, em Moscovo.

"Ontem [segunda-feira] tivemos uma sessão de negociações frutuosas com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo Serguei Lavrov e, já durante a noite, demos o nosso acordo à iniciativa russa", declarou Mouallem, segundo declarações traduzidas do árabe e citadas pelas agências russas. O responsável sírio precisou que tal decisão tem como objetivo "puxar o tapete qualquer agressão norte-americana".

Esta declaração surge depois de entrevistas ontem concedidas pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, dando a entender que os americanos poderiam desistir de uma intervenção militar na Síria caso o regime de Bashar al-Assad aceitasse um controlo, entrega ou destruição das suas armas químicas. O chefe do Estado americano disse que falou sobre o assunto com Vladimir Putin na cimeira do G20 da semana passada.

O Kremlin confirmou,entretanto, que o Presidente russo e o seu homólogo dos EUA discutiram a opção de colocar sob controlo internacional as armas químicas de Assad. "Eles examinaram, de facto, esta questão", declarou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pela agência Interfax, recusando-se a divulgar o conteúdo da referida conversa.

Esta ideia de Assad entregar as suas armas químicas foi lançada ontem de manhã pelo secretário de Estado americano, John Kerry, numa conferência de imprensa em Londres e, mais tarde, apoiada pelo secretário-geral da ONU e formulada como proposta pela Rússia de Putin. Entretanto, a França anunciou que vai apresentar hoje no Conselho de Segurança da ONU uma proposta de resolução para que o regime sírio seja obrigado a pôr à disposição da comunidade internacional as suas armas químicas e, caso não o faça, enfrente consequências.

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