Síria rejeita responsabilidade na morte de jornalistas

O regime sírio rejeitou hoje qualquer responsabilidade na morte dos dois jornalistas estrangeiros mortos na quarta-feira num bombardeamento da cidade de Homs, considerando que entraram no território "sob a sua própria responsabilidade".

"Recusamos as declarações que responsabilizam a Síria pela responsabilidade da morte de jornalistas que se infiltraram no nosso território sob a sua própria responsabilidade", anunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela televisão do Estado.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma a necessidade para os jornalistas de respeitarem as regras do trabalho jornalístico na Síria e evitarem infrações ao entrarem (clandestinamente) em território sírio para aceder a zonas que têm problemas e não são seguras", adianta o ministério.

Esta declaração surge um dia depois da morte em Homs de dois jornalistas, a norte-americana Marie Colvin, grande repórter do Sunday Times, e do francês Remi Ochlik, fotógrafo da agência IP3 Press, no bombardeamento de uma casa transformada em centro de imprensa pelos militantes.

Pelo menos três jornalistas ficaram feridos.

Hoje, não se sabe onde estão os corpos dos dois jornalistas mortos nem os jornalistas feridos.

Fortes restrições são impostas pelo regime sírio aos jornalistas estrangeiros para a obtenção de um visto e para deslocações no interior do país.

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