Síria pede ao Congresso dos EUA que impeça ataque

O presidente do Parlamento sírio, Jiha al-Lahham, apelou hoje aos congressistas norte-americanos que não autorizem um ataque militar à Síria, noticiou a agência noticiosa síria Sana.

"Nós pedimos que não tomem esta medida irrefletida, numa altura em que têm o poder de fazer os Estados Unidos recuar e abandonar a via da guerra em troca da via da diplomacia", disse o responsável, citado pela Sana e pela AFP.

Enquanto de Damasco surge este apelo, na Rússia, onde decorre a cimeira do G20, um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros lançou também um aviso aos EUA para os riscos que teria um ataque aos arsenais de armas químicas da Síria.

"Consideramos com particular inquietação o facto de entre os alvos possíveis estarem os locais e as infra-estruturas militares que garantem a segurança do arsenal químico sírio", indicou o ministério, numa altura em que os principais líderes mundiais voltaram a discutir a situação na Síria durante a reunião de São Petersburgo.

Em Vilnius, na Lituânia, onde decorre hoje uma reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, disse esperar que os seus homólogos reconheçam "no mínimo" que a responsabilidade do "massacre" com armas químicas de 21 de agosto é da responsabilidade do regime de Damasco.

Fabius, no seguimento das posições que têm sido assumidas pelo Presidente François Hollande, apelou a "uma posição europeia" comum sobre a Síria. Os MNE europeus, entre os quais o português Rui Machete, estão reunidos em Vilnius entre hoje e amanhã.

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