Segurança reforçada em Alepo e ataques a Homs

O regime sírio reforçou as medidas de segurança em Alepo, segunda cidade da síria abalada pelo duplo atentado na sexta-feira, enquanto continua os ataques sobre Homs, onde os manifestantes descrevem pilhagens em grande escala realizadas pelas forças de segurança.

"Nos bairros de Alepo em que há maior mobilização, houve uma importante mobilização de forças de segurança, depois do atentado que matou pelo menos 28 pessoas e 235 feridos", disse Rami Abdel Rahmane, chefe do Observatório Sírios dos Direitos dos Homens (OSDH).

Tanques e atiradores de elite foram deslocados para os bairros da cidade.

Em Homs, as tropas governamentais seguem os ataques, que começaram há uma semana e os bombardeamentos já provocaram a morte de centenas de civis.

Por outro lado, o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal instância da oposição, espera que seja reconhecido rapidamente pelos países árabes, declarou hoje um dos dirigentes, no final de uma reunião em Doha.

"Nós temos garantias que um reconhecimento árabe (do CNS) surgirá proximamente", declarou Ahmed Ramadan, membro do comité executivo do Conselho, que participou em reuniões durante dois dias na capital do Catar.

A Liga Árabe e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que estão engajados em intensas negociações diplomáticas sobre a Síria, têm reuniões no domingo, no Cairo, sobre as perspetivas de uma solução para a Síria

A Turquia fez hoje saber que vai apresentar uma proposta na ONU para a realização de uma campanha de ajuda humanitária às vítimas da repressão na Síria, segundo um anúncio do ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, citado pela agência Anatólia.

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