Reino Unido defende resposta internacional na Síria

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, defendeu hoje em Sydney que a comunidade internacional deve estar preparada para uma maior intervenção na Síria se a violência se mantiver este ano.

Hague, que se encontra em território australiano para participar na reunião anual entre Londres e Camberra, que terá lugar na sexta-feira em Perth, salientou que o seu país, como a Austrália, são a favor de uma transição política pacífica na Síria.

Mas, "se a violência continuar e não houver desenvolvimentos diplomáticos, a comunidade internacional deve estar preparada para redobrar a sua resposta, o que inclui considerar formas de enviar ajuda à oposição síria", disse.

Este ano "não podem morrer mais 60 mil civis sírios", apontou o ministro britânico num discurso proferido no Centro de Investigação Menzies, em Sydney.

Hague também considerou como "muito provável" a ocorrência de uma "convergência de crises" em 2013 "se o conflito na Síria continuar, se o processo de paz no Médio Oriente se mantiver paralisado e se o Irão não entrar em negociações significativas sobre o seu programa nuclear".

O ministro britânico apelou para os Estados Unidos voltarem a centrar os seus esforços na busca de um acordo no Médio Oriente, onde a "situação é grave e as consequências do fracasso [de não se alcançar a paz] seriam extremamente sérias".

Na Ásia, William Hague defendeu que Londres e Camberra poderão unir esforços para contribuir para a estabilidade da região, lutar contra a corrupção e promover o comércio, segundo a cadeia local ABC.

"Não pretendemos conter a China. Todos precisamos que a China continue a crescer e a desempenhar um papel importante e ativo nos assuntos internacionais e na sua região", sublinhou.

O chefe da diplomacia britânica indicou que o Reino Unido vai abrir oito embaixadas na Ásia até 2015.

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