Rei saudita promete combater islamitas sírios e iraquianos

O rei Abdullah da Arábia Saudita prometeu hoje que vai impedir que um "punhado de terroristas aterrorize os muçulmanos", em alusão aos 'jihadistas' que estão no Iraque e na Síria.

Num discurso por ocasião do Ramadão, o mês de jejum dos muçulmanos, o Rei Abdullah disse que "o Islão é uma religião de unidade, fraternidade e apoio".

"Nós vemos hoje que alguns, atraídos por falsos apelos, fazem confusão entre reforma e terrorismo", acrescentou, considerando que o objetivo dessas pessoas é "semear a desunião entre os muçulmanos".

O rei referia-se ao 'jihadistas' radicais sunitas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) que estão a concretizar uma ofensiva no Iraque e também estão muito ativos no conflito na Síria.

O EIIL quer estabelecer um califado islâmico no Iraque e na Síria. A ofensiva ameaça também os países vizinhos, como a Arábia Saudita e a Jordânia.

"Nós não vamos permitir que um punhado de terroristas que usam o Islão para uso pessoal, aterrorizem os muçulmanos ou minem o nosso país", alertou o rei Abdullah, citado pela agência de notícias oficial SPA.

O rei também desejou aos muçulmanos segurança, prosperidade e estabilidade por ocasião do Ramadão.

A Arábia Saudita é um país regido por uma versão ultraconservadora do Islão sunita e tem no seu território os dois lugares mais sagrados para os muçulmanos, Meca e Medina.

Partilha com o Iraque uma fronteira terreste de 814 quilómetros, fortemente vigiada.

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