Regime acusado de matar indiscriminadamente em Aleppo

A organização internacional não-governamental Human Rights Watch (HRW) acusou hoje as forças do regime sírio de Bashar al-Assad de ter matado indiscriminadamente centenas de civis em ataques aéreos no último mês.

A HRW, através de Ole Solvang, referiu que as forças governamentais "semearam a morte em Aleppo no último mês, matando homens, mulheres e crianças".

A organização que defende os direitos humanos acusou a Força Aérea Síria de não se preocupar com as mortes de civis e de ter realizado ataques deliberadamente contra alvos civis.

Esta posição da HRW surge seis dias depois do lançamento de uma massiva campanha aérea a áreas da oposição a al-Assad em Aleppo, outrora a capital comercial da Síria, envolvendo dezenas de aviões de combate e helicópteros.

Citando o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, a HRW disse que foram mortos 232 civis de 15 a 18 deste mês e defendeu que "os comandantes militares não deviam, por uma questão de política, ordenar o uso de armas explosivas com efeitos de longa distância em áreas povoadas, devido ao dano previsível para os civis".

A HRW criticou ainda os rebeldes, por terem lançado morteiros e foguetes para áreas controladas pelo regime em Aleppo.

Na última escalada de violência, todas as escolas foram atacadas, disse a HRW.

Um médico afirmou que 14 civis, pelo menos, incluindo duas professoras, quatro crianças e uma mulher, foram mortos numa explosão na zona este de Aleppo, controlada pelos rebeldes.

"Quando cheguei à escola vi um foguete a rebentar junto ao portão da escola. Muitas pessoas que ali estavam morreram", declarou.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG