Quase 150 mortos em dois dias de trégua falhada

Quase 150 pessoas morreram no primeiro dia de uma trégua falhada entre as partes em conflito na Síria, referiu hoje o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, relatando que hoje ocorreram ainda mais mortes.

Aquele organismo especificou que, das 146 pessoas mortas em bombardeamentos, barragens de artilharia e combates na sexta-feira, 53 eram civis, 50 pertenciam às forças rebeldes e 43 eram membros das forças do presidente Bashar al-Assad.

Um comandante rebelde reconheceu já hoje que a trégua falhou, depois de disparos de artilharia e combates terem morto mais quatro pessoas, incluindo uma criança, na província de Damasco e nas cidades de Aleppo, Daraa e Deir Ezzor.

O regime sírio e a maioria dos comandantes rebeldes tinham concordado numa trégua proposta pelo enviado das Nações Unidas, Lakhdar Brahimi, mas os combates acalmaram apenas algumas horas na sexta-feira.

Ao fim do dia, as chefias do exército sírio anunciaram que as forças de Bashar al-Assad continuavam a "lutar contra os grupos terroristas armados", como se referem aos rebeldes.

Hoje, disparos de artilharia das forças leais ao presidente visaram várias zonas da província de Damasco, onde uma pessoa morreu alvejada por atiradores do exército e uma outra nos bombardeamentos.

Duas pessoas, incluindo uma criança, foram mortas por disparos em Daraa, enquanto em Deir Ezzor uma enorma explosão marcou o início de violentos combates.

Segundo o Observatório, baseado no Reino Unido, mais de 35 mil pessoas foram mortas em 19 meses de conflito, que começou como uma revolta contra o regime, mas se transformou numa guerra civil que opõe os rebeldes Sunitas ao regime de Assad, dominado pela seita Alauita, associada aos xiitas.

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