Putin visita Turquia no início de dezembro

O Kremlin anunciou esta manhã que o Presidente Vladimir Putin adiou uma deslocação prevista para segunda-feira a Ancara. Embora o porta-voz de Putin não tenha dado qualquer razão para o adiamento, este pode estar relacionado com a intercepção quarta-feira à noite por aviões de combate turcos de um voo comercial sírentre Moscovo e Damasco. Horas depois, o Kremlin anunciou a nova data da deslocação: 3 de dezembro.

O primeiro anúncio foi feito pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sem indicar razões para o adiamento nem sequer a data da deslocação. Esta era apenas conhecida através da imprensa russa, que referia a próxima segunda-feira, mas sem estabelecer relação com o sucedido quarta-feira à noite quando dois caças F4 forçaram a aterragem de um Airbus A320 da Syrian Air que atravessava o espaço aéreo turco, sob pretexto de que levava a bordo "materiais não civis".

Horas depois, o Kremlin tornava pública a nova data para a deslocação do Presidente Vladimir Putin, que será a 3 de dezembro.

Quanto à presença de "materiais não civis", uma fonte russa, sob anonimato, declarou à Interfax não existirem a bordo do avião "nem armas nem componentes para armas".

Damasco reagiu à atuação da Turquia, classificando-a como um "comportamento hostil e repreensível", "sinal suplementar da atitude hostil" do Governo de Recep Tayyip Erdogan para com a Síria.

Também uma responsável da Syrian Air se pronunciou sobre o sucedido, declarando hoje em Damasco que, após a aterragem forçado do aparelho a tripulação "foi agredida" depois de se recusar a assinar um documento, como pretendiam as autoridades turcas.

Aida Abdel Latif, a diretora executiva da Syrian Air, sem especificar a natureza da agressão, dizendo que esta sucedera quando os pilotos se recusaram a assinar uma declaração em que constava "ter o avião sido forçado a fazer uma aterragem de emergência".

Ancara justificou a intervenção com a presença de equipamentos cuja "presença deveria ter sido comunicada" de acordo com as normas da aviação civil internacional, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu. Informações contraditórias sobre esses equipamentos referiam tratar-se de material para comunicações militares ou peças de mísseis.

A bordo do avião seguiam 35 pessoas, das quais 17 eram de nacionalidade russa.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG