Putin garante que Rússia não fornece armas à Síria

Presidente russo encontrou-se com chanceler alemã, pronunciando-se ambos a favor de uma solução política para a crise síria. Ao mesmo tempo, Putin pensa que a Síria pode estar às portas de uma guerra civil.

Vladimir Putin e Angela Merkel afirmaram em conferência de imprensa conjunta, em Berlim, "ser necessário encontrar uma solução política" para a crise na Síria, considerando que o plano de Kofi Annan, mediador da ONU e da Liga Árabe, "deve ser posto em prática".

O Presidente russo disse "nada ser possível pela força", garantindo que "a Rússia não apoia nenhuma das partes que possa originar uma guerra civil na Síria" e, tão pouco, fornece "armas que possam ser empregues" num conflito daquela natureza.

Por seu lado, Angela Merkel salientou a concordância de perspectivas sobre a crise e "a situação aterradora" que se gerou na Síria, onde o conflito desde março de 2011 causou 13 410 vítimas, segundo dados do Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

Destas vítimas, 9435 são civis, alguns dos quais empunharam armas contra o regime, 3205 são membros das forças fiéis a Bachar al-Assad e 770 são desertores.

Este ciclo de violência "não pode durar para sempre", afirmou Kofi Annan, que se encontra de novo na região, estando hoje no Líbano. O mediador da ONU e da Liga Árabe continua a sustentar a necessidade "de medidas corajosas" por parte do regime de Assad para se ultrapassar o impasse na crise e a dimensão da violência, que a generalidade da comunidade internacional atribui, principalmente, às forças fiéis a Damasco.

Nova prova disso verificou-se hoje durante manifestações em memória das vítimas do massacre de Houla, que causou 108 mortos dos quais 49 crianças a 25 de maio naquela cidade síria.

Nos arredores de Damasco,as forças governamentais abriram fogo contra os manifestantes para os tentar dispersar, mas sem sucesso, de acordo com fontes da oposição.

As mesmas fontes indicaram que, em confrontos em diferentes pontos do país, perderam a vida, pelo menos, mais 13 pessoas.

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