Presidente Assad chama "leoas sírias" para o combate

O exército de Bashar al-Assad está a ficar com falta de efetivos devido a deserções e baixas em combate e está a recorrer ao recrutamento de mulheres para defender o país.

O presidente Bashar al-Assad recrutou um exército de mulheres para assegurar a proteção de pontos chave e colmatar a falta de efetivos do exércio causada pelas numerosas baixas e deserções que se têm verificado nos últimos tempos.

Segundo avança o jornal britânico "Daily Mail", mais de 500 mulheres foram recrutadas para a nova força paramilitar, conhecida como as "Leoas para a Defesa Nacional", que estão a ser treinadas no campo militar de Wadi al-Dahab, na cidade de Homs.

As recrutas fazem parte da recentemente criada "Força de Defesa Nacional" (com 10 mil efetivos) e são uma peça chave do plano de Assad para acabar com a rebelião no país, numa tentativa desesperada de reconquistar várias cidades que cairam nas mãos das forças rebeldes.

Abu Rami, porta-voz dos rebeldes, afirmou ao jornal britânico "The Independent" que está surpreendido com o recrutamento de mulheres no país. "Estou verdadeiramente surpreendido, é a primeira vez que vejo uma coisa destas". Para Rami, este recrutamento "desesperado" é "uma desculpa para quando algumas destas mulheres forem mortas pelas nossas forças serem usadas como propaganda internacional". Mas, ressalva, "numa guerra, qualquer pessoa armada é um alvo legítimo".

As "Leoas para a Defesa Nacional" não estão atualmente envolvidas em combates.

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