Patriarca de Jerusalém convida papa a visitar a Terra Santa

O patriarca latino de Jerusalém convidou hoje o papa Francisco e os cristãos de todo o mundo a visitarem a cidade santa, que ele apelidou de local de nascimento de "tudo o que é cristão".

"O Senhor...convida-nos a virmos aqui para carregarmos a luz da fé até ao centro da nossa região no Médio Oriente, onde o cristianismo nasceu", disse Fuad Tual, o mais importante clérigo católico na Terra Santa, durante a sua homilia da missa de domingo de Páscoa.

Na opinião do patriarca, a nova evangelização, para ser atualizada e eficaz, tem de começar a partir de Jerusalém, a partir "da primeira comunidade cristã".

"Por isso, renovo o meu convite a todos os peregrinos espalhados pelo mundo, para que venham à Terra Santa, começando com o nosso papa Francisco, que será muito bem-vindo", disse, no decorrer da sua homilia na igreja do Santo Sepulcro.

Fuad Tual acredita que a igreja do Santo Sepulcro, na cidade santa, marca o local da crucificação e ressurreição de Cristo e apelou à comunidade internacional para tomar "decisões concretas e efetivas com vista a encontrar uma solução justa e equilibrada para a causa palestiniana, que se encontra no coração de todos os problemas do Médio Oriente".

"A nossa igreja está em sofrimento no Médio Oriente e penso em todas as vítimas da guerra e em todos os refugiados sírios que chegam em multidões aos países vizinhos, principalmente à Jordânia", apontou o sacerdote, nascido na Jordânia.

Acrescentou, por outro lado, que a população cristã na Terra Santa tem vindo a diminuir.

Em 1948, quando foi fundado o Estado de Israel, os cristãos eram mais de 18% do total da população, número que atualmente caiu para menos de 2%, de acordo com os números de Fuad Tual.

Já os cristãos ortodoxos, que são a maioria entre a comunidade cristã palestiniana, celebram a Páscoa no dia 05 de maio e, pela primeira vez na história moderna, os católicos da Terra Santa vão juntar-se-lhes -- à parte dos de Jerusalém e Belém.

Os ortodoxos seguem o antigo calendário juliano, que foi substituído na Igreja católica pelo calendário gregoriano no século XVI.

"Decidimos na nossa diocese da Terra Santa, à exceção de Jerusalém e Belém, que a data da Páscoa segue o calendário juliano para que as famílias onde existe mistura de confissões possam celebrar este mistério juntas, tal como acontece na Jordânia, Síria e Egito", explicou Fuad Tual.

Para os judeus, a Páscoa é comemorada no domingo, assinalando a fuga bíblica dos judeus do Egito, e termina na segunda-feira.

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