Oposição rejeita proposta russa de controlar armas químicas do regime

O Exército Sírio Livre rejeitou hoje categoricamente a proposta russa de colocar as armas químicas sírias sob controlo internacional e exigiu que sejam julgados os oficiais do regime que "reconheceram possuir" aquelas armas.

O grupo da oposição Coligação Nacional Síria também rejeitou a iniciativa, argumentando tratar-se de uma "manobra política destinada a ganhar tempo" para o regime do Presidente Bashar al-Assad.

"O Exército Sírio Livre anuncia a sua rejeição categórica da iniciativa russa que prevê colocar as armas químicas sob controlo internacional", afirmou o comandante militar do grupo, o general Selim Idriss, num vídeo colocado no YouTube.

Idriss disse ainda às potências mundiais que não devem ficar "satisfeitas apenas por remover as armas químicas, que são a ferramenta de um crime, mas [devem] julgar no Tribunal Penal Internacional o autor do crime, que reconheceu claramente possuí-las e aceitou livrar-se delas".

Após ameaçar atacar o regime sírio devido a um suposto ataque químico e depois de pedir o apoio do congresso norte-americano a uma intervenção, o Presidente dos EUA, Barack Obama, descartou para já a opção militar para examinar a iniciativa russa.

Por iniciativa russa, Damasco anunciou querer colocar o seu arsenal sob supervisão internacional, aderindo à Convenção de 1993 que proíbe as armas químicas.

A Rússia transmitiu aos EUA um plano de controlo das armas químicas e o dossiê deverá ser discutido hoje em Genebra pelos chefes da diplomacia dos dois países.

Os EUA acusam o regime sírio de ter perpetrado um massacre com armas químicas a 21 de agosto perto de Damasco, matando 1.429 pessoas.

O general Idriss apelou por seu lado aos países que apoiam os rebeldes para que "aumentem as quantidades de armas" fornecidas aos combatentes hostis ao regime de Damasco para lhes permitir "continuar a libertar o país".

Exortou ainda os seus combatentes a "intensificarem as operações militares em todas as regiões do país".

O conflito na Síria já provocou mais de 110 mil mortos desde março de 2011, de acordo com as Nações Unidas.

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