Oposição critica anúncio de eleição presidencial que considera uma farsa

A oposição síria condenou hoje o anúncio da eleição presidencial, marcada para 03 de junho, que deve ajudar a manter o Presidente Bashar al-Assad no poder, apesar das dezenas de milhares de mortos na revolta antirregime desde 2011.

"O anúncio feito hoje pelo regime de Al-Assad de uma 'eleição presidencial' em junho deve ser tratado como uma farsa e rejeitado pela comunidade internacional", disse fonte do gabinete do líder da oposicionista Coligação Nacional, Ahmad Jarba.

"Com vastas partes da Síria completamente destruídas pela força aérea, pelo exército e pelas milícias de Al-Assad, ao longo dos últimos três anos, e com um terço da população deslocada internamente ou em campos de refugiados na região, não há eleitorado na Síria em condições de exercer o seu direito ao voto", especificou.

O presidente do parlamento sírio, Mohammed al-Lahham, anunciou que a eleição vai decorrer em 03 de junho, com os sírios residentes fora do país a votarem em 28 de maio.

O voto vai ser "livre e justo e sob uma total supervisão judicial", acrescentou.

Al-Assad, que se tornou Presidente depois de o seu pai, Hafez, ter falecido em 2000, e cujo mandato acaba em 17 de julho, é visto como vencedor quase certo das eleições, apesar do conflito.

A eleição ocorre mais de três anos depois do início do conflito que já causou a morte a mais de 150 mil pessoas e forçou metade da população a abandonar as respetivas casas.

O conflito começou como um movimento inspirado na designada Primavera Árabe, mas evoluiu para uma guerra civil depois de o regime Al-Assad ter lançado uma repressão em massa contra os críticos.

RN // JMR

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