ONU pede 4,7 mil milhões para ajudar sírios

Valerie Amos, responsável pela ajuda humanitária da ONU, e António Guterres, Alto Comissário para os Refugiados lançaram hoje um apelo conjunto a favor da população e refugiados sírios. Os dois responsáveis consideram ser necessários 4,7 mil milhões de euros para responder, em 2014, às necessidades dos sírios, agora ameaçados pela fome.

"Estamos a enfrentar uma situação aterradora, no fim de 2014, a maior parte da população da Síria pode estar deslocada ou a necessitar de ajuda humanitária", afirmou Guterres que adiantou: "Isto vai para além de tudo o que já vimos há muitos, muitos anos, e torna ainda maior a necessidade de uma solução política".

Por seu turno, Valerie Amos descreveu a situação síria como "uma das maiores crises dos tempos modernos" e sublinhou que os refugiados sírios "pensam que o mundo os esqueceu".

Este apelo coincide com a publicação de um estudo do Comité Internacional de Resgate que alerta para o facto da fome ser agora uma ameaça para a população síria. O preço do pão, por exemplo, aumentou em 500% em algumas áreas e quatro em cinco sírios afirmam que a sua maior preocupação é que deixe de haver comida.

E enquanto os responsáveis da ONUlançam apelos urgentes de ajuda à população síria, no terreno a violência continua a fazer vítimas. No domingo, a aviação síria realizou um dos seus ataques mais mortíferos desde que entrou em ação há 18 meses. Os bairros rebeldes da cidade de Alepo (norte) foram os alvos dos ataques que, segundo o repórter da AlJazeera no local, fizeram 125 mortos e um número indeterminado de feridos.

Ontem, e enquanto residentes procuravam encontrar vítimas entre os escombros, o Observatório dos Direitos Humanos sírio dava conta de 76 mortos identificados, entre os quais 28 crianças. Tudo indica que os ataques fazem parte da estratégia para retomar Alepo

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