ONU alerta para risco de massacre em Amerli

As Nações Unidas alertaram hoje para o risco de "um massacre" na cidade turcomana de Amerli (160 quilómetros a norte de Bagdad) sitiada pelos 'jihadistas', enquanto o primeiro-ministro iraquiano pediu para ajudarem a localidade.

O grande 'ayatollah' Ali Al-Sistani, a mais alta autoridade religiosa xiita do Iraque, apelou na sexta-feira para que fosse dada assistência aos habitantes de Amerli, maioritariamente turcomanos xiitas, cercados pelos 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI) há mais de dois meses.

"A situação dos habitantes de Amerli é desesperada e necessita de uma ação imediata para impedir um possível massacre", declarou num comunicado o representante especial da ONU em Bagdad, Nickolay Mladenov, apelando ao governo iraquiano para "fazer tudo o que puder para que o cerco seja levantado e os habitantes possam receber ajuda humanitária vital ou serem retirados em condições dignas".

"Os aliados do Iraque e a comunidade internacional devem trabalhar em conjunto com as autoridades para evitar uma tragédia", adiantou.

O primeiro-ministro iraquiano designado, Haidar al-Abadi, também pediu ajuda, nomeadamente "apoio militar e logístico de todo o tipo".

Na sexta-feira, Al-Sistani chamou a atenção para a situação daquela cidade de 20.000 habitantes, cercada pelos combatentes do EI desde o início, em junho, da ofensiva que permitiu aos 'jihadistas' ocuparem faixas de território no norte, oeste e leste do Iraque.

O 'ayatollah' disse que existe uma "grave escassez de alimentos" na cidade -- totalmente cercada desde 18 de junho -- que é defendida por "homens heroicos com poucas armas e munições".

Este mês, os Estados Unidos começaram a bombardear zonas do norte do Iraque para travar o avanço dos 'jihadistas' e permitir a retirada e entrega de ajuda aos elementos da minoria étnico-religiosa yazidi refugiados no monte Sinjar.

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