ONU acusa Assad e EI de crimes de guerra na Síria

A comissão de investigação da ONU revela no seu relatório sobre a situação na Síria que todas as partes em conflito têm cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As forças do regime terão lançado barris com cloro sobre área civis e os jihadistas transfomaram as execuções sumárias num ato público comum das sextas-feiras.

No documento, de 45 páginas e feito a partir de 480 entrevistas ao longo de seis meses, é afirmado que as forças do regime de Damasco terão largado, a partir de helicópteros, barris explosivos sobre áreas civis; em oito desses dez "incidentes", aos explosivos terá sido adicionado cloro (gás tóxico).

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI), por seu turno, utilizam as execuções públicas para impôr o seu domínio às populações. O dia escolhido para essas execuções sumárias (a tiro, por decapitação, lapidação ou flagelação) é a sexta-feira e as pessoas são aconselhadas, ou forçadas, a assistir. Após a execução, os corpos são largados na via pública ou crucificados.

Paulo Pinheiro, presidente da comissão de inquérito, ao apresentar o relatório não escondeu a sua impotência perante a inação do Conselho de Segurança da ONU que continua a não agir junto do Tribunal Penal Internacional (TPI) para que atue no caso da Síria.

Por seu turno, Carla Del Ponte também se insurgiu contra a atitude de inépcia da comunidade internacional.

Criada há três anos pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU, este é o oitavo relatório da comissão de inquérito da ONU sobre a Síria.

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