Obama autoriza ataques aéreos a islamitas no Iraque

Operações poderão ocorrer nas próximas horas e o Presidente americano afirmou que se destinam a impedir que "milhares de civis inocentes" corram o risco de serem massacrados.

O Presidente Barack Obama, anunciou esta madrugada (hora portuguesa) ter autorizado ataques a posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, além do lançamento de uma operação humanitária para assistir deslocados no norte do país. Estes ataques poderão ocorrer a breve trecho.

"Hoje, os Estados Unidos chegam para ajudar", disse Obama numa breve declaração na Casa Branca.

O Presidente acrescentou que se "milhares de civis inocentes estão em perigo de serem massacrados" e os Estados Unidos "possuem capacidade para os ajudar", então tem de ser esse o caminho, explicou Obama ao salientar que a ajuda foi solicitada pelo Governo iraquiano.

A declaração do Presidente americano segue-se ao apelo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a solicittar à comunidade internacional que "apoie o Governo iraquiano" a enfrentar a ameaça colocada pelo avanço dos islamitas sunitas no norte do país.

Em declaração unânime, os 15 Estados-membros do Conselho declararam-se "escandalizados" pelo destino dos milhares de yazidis (curdos iraquianos que seguem uma religião ancestral da Mesopotâmia) e cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico e que têm necessidade de "ajuda humanitária urgente".

Obama disse também ter autorizado os ataques aéreos no Iraque contra as posições dos islamitas para "proteger os interesses dos Estados Unidos" por, muito próximo, estão assessores diplomáticos e militares norte-americanos.

Apesar das operações militares autorizadas, Obama garantiu, no entanto, que os Estados Unidos não se vão envolver noutra guerra no Iraque e que não autorizou o envio de tropas para o terreno.

Foi entretanto noticiado que aviões militares norte-americanos sobrevoaram na quinta-feira a região norte do Iraque para largarem ajuda humanitária a milhares de civis refugiados na região devido aos ataques dos extremistas sunitas no país. Esta ajuda foi largada numa área onde se encontram milhares de refugiados yazidi.

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