Manifestações pró-Morsi na Jordânia, Sudão, Marrocos e Cisjordânia

Várias centenas de pessoas concentraram-se hoje na Jordânia, Sudão, Marrocos e Cisjordânia para denunciar o "golpe de Estado" contra o Presidente islamita egípcio deposto Mohamed Morsi e a ofensiva das forças egípcias contra os seus apoiantes.

Estas manifestações pró-Morsi, presidente apoiado pela Irmandade Muçulmana, juntam-se a outras ações que decorreram também hoje na Turquia, Paquistão e em Jerusalém oriental.

Neste último local, perto de 600 pessoas, próximas do movimento islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, concentraram-se após a oração de sexta-feira (dia sagrado para os muçulmanos) na Esplanada das Mesquitas, na cidade velha de Jerusalém, para protestar contra o chefe do exército egípcio Abdel Fattah al-Sissi, que destituiu e deteve Morsi em julho último.

Os manifestantes também rezaram pelas centenas de apoiantes de Morsi que morreram na quarta-feira durante a operação conduzida pelas forças de segurança egípcias para dispersar os acampamentos islamitas, de acordo com o testemunho de um correspondente da agência France Press.

Em Hebron, no sul da Cisjordânia, centenas de palestinianos também manifestaram o seu apoio a Morsi, indicou o correspondente local da AFP.

Exibindo bandeiras com as cores do Egito, do Hamas e dos territórios palestinianos, os manifestantes pretendiam ir até à mesquita Al-Hussein, no centro de Hebron, mas foram impedidos pelas forças de segurança da Autoridade Palestiniana. O protesto degenerou em confrontos e um manifestante ficou ferido. Outros manifestantes foram detidos pelas forças de segurança.

Em Amã, na Jordânia, cerca de mil pessoas responderam ao apelo da Irmandade Muçulmana e expressaram o seu apoio ao Presidente deposto.

Entoando palavras de ordem contra o "poder militar", o "golpe de Estado" e o general Sissi, reconhecido como o novo homem forte do Egito, os manifestantes desfilaram na zona central da capital jordana, perto de várias mesquitas.

Na capital do Sudão, Cartum, a manifestação pró-Morsi reuniu cerca de 500 pessoas, relatou o correspondente local da AFP.

Os manifestantes concentraram-se à frente do palácio presidencial, erguendo fotografias de Mohamed Morsi e agitando bandeiras do Egito.

"Sissi: agente israelita e americano", gritavam os manifestantes pró-Morsi. A polícia anti-motim acompanhou o protesto, mas não interveio.

Entre os manifestantes estavam egípcios residentes no Sudão, mas também membros do Movimento islâmico, ligado ao governo sudanês.

Em Marrocos, cerca de 500 pessoas manifestaram-se pacificamente em Rabat, segundo constatou um repórter fotográfico da AFP.

"Al-Sissi é um cobarde, o povo egípcio não será humilhado" era uma das frases de ordem entoadas pelos manifestantes na capital marroquina.

O Egito está envolvido numa espiral de violência desde quarta-feira, depois de a polícia ter dispersado violentamente os apoiantes de Morsi concentrados em praças da capital egípcia.

Os apoiantes de Morsi convocaram para hoje uma jornada "de raiva", apelando à participação em manifestações em todo o país.

O Egito está sob estado de emergência e o governo egípcio interino deliberou um recolher obrigatório em metade das províncias do país.

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