Líder do Conselho Nacional vai pela 1.ª vez à Síria

O chefe do Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coligação da oposição no exílio, deslocou-se hoje à Síria, perto da fronteira com a Turquia, pela primeira vez desde a sua nomeação em junho passado, noticiou a agência AFP.

Um despacho, que cita fontes da rebelião, adianta que Abdel Basset Sayda visitou a localidade síria de Bab al-Hawa, perto da fronteira com a Turquia, onde se reuniu com dirigentes do Exército Sírio Livre (ASL).

No encontro, em parte preenchido com a questão do financiamento e apoio aos grupos rebeldes, participaram nomeadamente os chefes dos conselhos militares da ASL nas províncias de Alep e Idleb, Mustapha Al-Cheikh, o mais graduado dos oficiais desertores das forças armadas sírias.

Esta foi a primeira desclocação de Sayda à Síria, aos territórios "libertados" controlados pelo ASL, desde a sua designação a 10 de junho passado para a chefia do CNS.

Abdel Basset Sayda, sucedeu a Burhan Ghalioun, que se demitiu depois de ter sido criticado por ter permitido à Irmandade Muçulmana assumir uma posição demasiado importante no seio do CNS e pela falta de coordenação entre o conselho e os militantes no terreno.

O CNS deve reunir-se na próxima semana em Doha, capital do Qatar, para tentar abranger outros grupos hostis ao regime de Damasco, anunciou hoje um dos seus membros.

"Discussões preliminares vão decorrer a 15 e 16 de outubro em Doha e o conselho vai reunir-se a 17 de outubro", disse à AFP Louay al-Safi, membro do CNS, acrescentando que o debate visará a reestruturação desta coligação de forma a incluir mais opositores.

As reuniões previstas para Doha surgem depois de críticas quanto à incapacidade do conselho de unificar a oposição síria, mais de 19 meses depois do início da sublevação contra o regime do Presidente da Síria, Bashar al-Assad.

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