Líder da Irmandade Muçulmana apela à unidade

O guia espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badía, apelou hoje à unidade de todos os egípcios, após os confrontos de quarta-feira no Cairo entre apoiantes e opositores do presidente Mohamed Morsi.

"Temos que unir-nos para construir a nossa nação e fazer com que os interesses supremos vençam os pessoais para reconstruir o que foi destruído pelos opressores. As nossas discrepâncias e divisões só servem os inimigos da 'umma' (a nação islâmica)", disse Mohamed Badía no sermão semanal.

O dirigente islamita exortou os compatriotas à união para que o Egito renasça, mas sublinhou que isso "não será alcançado sem os valores do Islão".

Pelo menos seis pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos durante a noite no palácio presidencial, no Cairo, entre apoiantes e detratores de Morsi, que foi membro da Irmandade Muçulmana.

O líder da Irmandade recordou que "as revoluções árabes puseram fim à época de opressão e espoliação" e que a "última palavra está nos povos".

A Irmandade pediu à noite aos seguidores para se retirarem dos arredores do palácio, mas centenas de apoiantes islamitas permanecem nas imediações do palácio, constatou a agência noticiosa espanhola EFE.

Os islamitas estão separados dos manifestantes contra Morsi por uma barreira formada pela Guarda Republicana, apoiada por tanques.

A tensão no Egito aumentou desde que há duas semanas, Morsi reforçou os poderes, blindando-os em relação à justiça e convocou um referendo sobre o controverso projeto de Constituição para o próximo dia 15.

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