Jornalista francês morto em Alepo

Um jornalista francês de origem belga, Yves Debay, foi morto por um atirador emboscado na cidade de Alepo, no norte da Síria, onde estava em reportagem, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Debay foi morto na quinta-feira, perto da prisão central, na zona norte da cidade, onde se têm registado violentos combates entre os rebeldes e as forças do regime, segundo a organização, que recebe informação de uma rede de militantes da oposição e pessoal médico no terreno.

Militantes da oposição síria colocaram na internet fotografias e vídeos em que se vê o cadáver do jornalista, com um ferimento de bala na cabeça, e a sua acreditação pelo Ministério da Defesa sírio.

"Foi morto numa das frentes de Alepo por um atirador emboscado do regime", segundo o centro de imprensa dos rebeldes naquela cidade.

Um dos membros do centro, Abu Hisham, disse à agência France Presse, via internet, que as informações sobre a morte do jornalista foram dadas por uma fonte de um hospital de campanha de Alepo.

Um outro rebelde disse à agência, pedindo anonimato, ter transportado o cadáver do jornalista numa ambulância do posto fronteiriço de Bab al-Salama para a Turquia.

"As circunstâncias exatas da morte ainda não são claras, mas parece que ele entrou numa rua extremamente perigosa onde estavam posicionados elementos do exército e de milícias do regime", acrescentou.

Debay estava em reportagem na Síria para a revista de assuntos militares Assaut, da qual foi o fundador.

Yves Debay nasceu a 24 de dezembro de 1954 em Lubumbashi, no ex-Congo belga, com nacionalidade belga, adquirindo mais tarde a nacionalidade francesa.

Na juventude integrou as unidades de elite do antigo exército da Rodésia, as forças de segurança do regime branco no poder, até aos anos 1980, no país que viria a ser o Zimbabué.

Como jornalista cobriu vários conflitos armados, nomeadamente as guerras do Líbano e dos Balcãs.

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, 17 jornalistas profissionais, sírios e estrangeiros, e 44 jornalistas amadores sírios foram mortos desde o início do conflito na Síria, em março de 2011.

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