Palestiniano que morreu numa prisão em Israel foi torturado

O cidadão palestiniano que morreu no sábado numa prisão em Israel, foi vítima de tortura, anunciou hoje o ministro palestiniano responsável pelos prisioneiros, contrariando assim a tese de morte por causa de um ataque cardíaco.

Arafat Jaradat, de 30 anos, foi detido pelo exército israelita na segunda-feira passada em incidentes em Hebron, sul da Cisjordânia, tendo morrido no sábado numa prisão em Israel.

As autoridades israelitas afirmaram que o detido morreu aparentemente de crise cardíaca, mas o ministro palestiniano responsável pelos prisioneiros, Issa Qaraqae, alertou que a vítima esteve sujeita a interrogatório.

Um oficial palestiniano garantiu hoje que, feita a autópsia, Jarafat foi torturado até à morte, apresentando fraturas no corpo e na cabeça.

Arafat Jarat era membro da brigada de mártires Al-Aqsa, o braço armado da Fatah.

Sobre este caso, um porta-voz da polícia israelita escusou-se a prestar qualquer comentário, de acordo com a agência France Press, indicado que "está em curso uma investigação".

O detido não fazia parte do grupo de palestinianos detidos em Israel e que têm feito sucessivos períodos de greve de fome, e que têm levado à realização de manifestações de solidariedade.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.