Oposição pede intervenção militar estrangeira "urgente"

A oposição síria apelou hoje para uma intervenção militar estrangeira para pôr fim à repressão, após o massacre em Homs imputado às forças governamentais.

O Conselho Nacional Sírio (CNS) pediu "uma intervenção militar internacional e árabe urgente", a imposição de "uma zona de exclusão aérea" e ataques contra o aparelho militar do regime de Bashar al-Assad, numa declaração lida numa conferência de imprensa em Istambul por um dos seus dirigentes, George Sabra.

Burhan Ghalioun, o presidente do CNS, a mais importante coligação da oposição síria, considerou que a "comunidade internacional não pode continuar a fazer promessas vazias e a Liga Árabe não pode limitar-se a divulgar comunicados se querem pôr fim à violência e às mortes".

"É altura de a comunidade internacional adotar medidas sérias e concretas para pôr fim à violência", acrescentou.

Essas medidas podem ser decididas pelo grupo de "Amigos da Síria", que se reuniu em Tunes em finais de fevereiro, na falta de consenso no Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia e a China têm bloqueado as resoluções contra o regime sírio, sugeriu Ghalioun.