Morsi acusado de cumplicidade na morte de manifestantes

Mohamed Morsi, o presidente egípcio deposto pelos militares, enfrenta uma nova acusação por "cumplicidade na morte e tortura" de manifestantes que protestavam em frente ao palácio presidencial em finais de 2012, informaram hoje fontes judiciais.

O presidente islamita foi eleito em junho de 2012 e deposto no passado dia 3 de julho, estando desde então detido em local desconhecido.

Esta nova acusação implica que o ex-presidente fique detido por mais 15 dias a partir da próxima segunda-feira, de acordo com as fontes citadas pela France Presse.

Em dezembro de 2012, milhares de manifestantes concentraram-se em frente ao palácio presidencial no Cairo para protestar contra um decreto de Morsi, acusando-o de tentar islamizar a legislação do país.

O presidente deposto está detido por um caso relacionado com a sua evasão da prisão durante a revolta popular que viria a derrubar o seu antecessor, Hosni Mubarak, no início de 2011.

Morsi, na altura dirigente da Irmandade Muçulmana, fora detido dias antes do fim do regime de Mubarak.

Um juiz egípcio afirmou a 23 de junho que o movimento palestiniano Hamas e o Hezbollah libanês estavam envolvidos na fuga da prisão de Wadi Natroun. Morsi sustentou que ele e 33 outros membros da Irmandade Muçulmana saíram da prisão porque populares abriram as portas.

Atualmente muitos outros dirigentes da Irmandade Muçulmana estão em prisão preventiva ou são procurados pela justiça.

Responsáveis da confraria, incluindo o seu líder supremo, Mohamed Badie, em fuga, devem ser julgados a partir de 25 de agosto por "incitação à morte" de manifestantes que protestavam contra Morsi.