José Ribeiro e Castro expressa alegria com anúncio libertação

O presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, José Ribeiro e Castro, expressou à agência Lusa a sua "alegria" com a libertação da iraniana Sakineh Ashtiani, que fora condenada à morte por lapidação.

"Queria alegrar-me por esta notícia, que vem ao encontro dos apelos numerosos que foram dirigidos às autoridades iranianas, e, nomeadamente, por nós próprios, na comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República", disse o deputado do CDS-PP.

Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi libertada juntamente com o seu filho e o seu advogado, anunciou hoje o Comité Internacional Anti-Lapidação, sediado na Alemanha.

"Recebemos do Irão a informação de que estão livres", referiu Mina Ahadi, porta-voz do comité, uma das organizações envolvidas numa vasta campanha internacional pela libertação da iraniana.  

Ribeiro e Castro recorda que, aquando da visita há uns meses do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, teve a ocasião de "lhe exprimir verbalmente um pedido de clemência", que renovou mais tarde, "em correspondência trocada com o embaixador do Irão", em Portugal.

"Portanto, se, de alguma forma, os nossos apelos pesaram, no conjunto de inúmeros que por certo afluíram ao Irão para esta decisão de libertação, só me posso congratular com isso", expressou o deputado.

Na carta, enviada ao embaixador iraniano no início de novembro, Ribeiro e Castro afirmava que, em Portugal, ninguém era "capaz de compreender a aplicação de uma sentença de pena de morte num caso como é aquele que vem reportado contra a senhora Sakineh Ashtiani, mesmo que as imputações resultassem provadas em processo justo, com as devidas garantias".

O documento acrescentava que, "em Portugal, ninguém compreende uma pena de morte aplicada de uma forma que é tida como particularmente cruel (a lapidação) ou brutal (o enforcamento)".

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