Fortes medidas de segurança nas manifestações do Egito

As autoridades egípcias puseram em marcha fortes medidas de segurança para tentar controlar as manifestações previstas para hoje, diz em que se assinala, 40 anos da guerra israelo-árabe do Yom Kippur. Manifestantes pró-regime e apoiantes islamitas do ex-presidente Mohamed Morsi convocaram ambos ações e há para já notícia de um morto e breves incidentes entre os dois campos.

O Exército egípcio, constatou o repórter Haitham el-Tabei, da AFP, mobilizou veículos blindados para as ruas do Cairo.

Os anti-Morsi pediram aos egípcios que saíssem às ruas para apoiar o Exército. Os partidários do presidente deposto pelo golpe de 3 de julho fizeram o mesmo tipo de apelo mas para denunciar a repressão de que os islamitas apoiantes de Morsi têm sido alvo desde que aconteceu esse golpe.

Desde 14 de agosto, data em que foram mortas centenas de manifestantes pró-Morsi que acamparam em praças do Cairo, já foram presos mais de dois mil membros da Irmandade Muçulmana, que apoiava o primeiro presidente eleito da era pós-Hosni Mubarak.

Este foi derrubado do poder durante a chamada Primavera Árabe, em 2011, com protestos que estiveram sempre concentrados na emblemática Praça Tahrir. Hoje, quem quisesse entrar nessa praça tinha que passar por um apertado controlo de segurança, como mostra, aliás, esta imagem captada por fotógrafos da agência Reuters.

Hoje, ao início da tarde, uma pessoa morreu em Delga, no centro do Egito, em novos confrontos, que levaram a polícia a dispersar os islamitas, relata a AFP. Na sexta-feira, quatro pessoas tinham morrido no Cairo durante mais confrontos entre os apoiantes islamitas de Morsi e os seus opositores e as forças de segurança.

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