1,5 milhões de peregrinos muçulmanos em Meca

Quase 1,5 milhões de muçulmanos reunem-se hoje junto ao Monte Arafat, na Arábia Saudita, no momento alto da peregrinação anual a Meca, onde os fiéis rezam pela paz e pelo fim do derramamento de sangue na região.

"Orarei todo o dia para que a situação no mundo muçulmano melhore e para que cesse o derramamento de sangue nos países árabes", disse à France Press Saïd Dherari, reformado argelino de 61 anos-

Sentado no chão, o sírio Ahmed Khater, lê o Corão e reza pela vitória dos oprimidos no seu país, onde a guerra civil já terá feito mais de 115 mil mortos em dois anos. Ahmed, de 75 anos, implora "a Deus para que todos os muçulmanos vivam em segurança".

O governandor de Meca, o príncipe Khaled al-Fayçal, espera que perto de 1,5 milhões de fiéis participem na peregrinação deste ano. No total, 1,38 milhões de peregrinos vieram do estrangeiro e 117 mil fiéis do interior do reino tiveram autorização para participar no "hajj". Isto significa uma redução do múmero de peregrinos para cerca de metade do ano passado.

O "hajj", a maior peregrinação anual do mundo, é um dos cinco pilares do islão, que todos os fiéis devem cumprir pelo menos uma vez na vida.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.