Homs: Jornalista francesa ferida pede para ser retirada

A jornalista francesa Edith Bouvier ferida na quarta-feira em Homs, na Síria, disse que precisa urgentemente de ser operada e pede um cessar-fogo e uma ambulância para ir para o Líbano, num vídeo divulgado hoje no Youtube.

No vídeo divulgado pelos rebeldes, Edith Bouvier, jornalista do diário Le Figaro, aparece serena e sorridente, deitada numa cama e tendo ao lado o fotógrafo francês William Daniels, que disse não estar ferido.

Veja aqui o vídeo:

"Bom dia, sou Edith Bouvier, jornalista francesa em reportagem na Síria com um grupo de jornalistas. Estamos a 23 de fevereiro e são quase 15:00. Fomos feridos ontem num ataque e Marie Colvin e Rémi Ochlik morreram", afirmou.

"Eu tenho a perna partida ao nível do fémur (...) Preciso de ser operada o mais depressa possível. Os médicos aqui trataram-nos bem, tanto quanto podem, mas não podem fazer cirurgias", explicou.

"É preciso um cessar-fogo urgente, uma viatura de assistência médica ou outra que possa levar-me ao Líbano para receber rapidamente tratamento", refere a jornalista.

A norte-americana Marie Colvin, grande repórter do jornal Sunday Times, e o francês Rémi Ochlik, fotógrafo da agência IP3 Press, morreram num bombardeamento a um centro de imprensa improvisado em Homs, cidade sob ataque das forças do regime há quase três semanas. Além de Edith Bouvier, há pelo menos dois outros jornalistas feridos.

William Daniels, que em Homs está a trabalhar para o Figaro Magazine e para a revista Time, disse esperar que as autoridades francesas possam ajudá-los rapidamente.

A França está plenamente mobilizada para dar assistência aos franceses em Homs, reiterou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse hoje à imprensa que a morte dos dois jornalistas na Síria foi "um assassínio" e que os que o fizeram têm de prestar contas.

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