Fronteiras fechadas no aniversário da revolução líbia

A Líbia vai viver hoje a aproximação ao segundo aniversário da revolução que derrubou Muammar Kadhafi com fronteiras encerradas, perante a multiplicação dos apelos para manifestações, incluindo de movimentos que defendem o derrube do regime.

Como medida preventiva de segurança, o governo líbio decidiu no início da semana encerrar durante quatro dias as fronteiras com a Tunísia e o Egito, mas também os voos internacionais vão ser suspensos em todos os aeroportos do país, à exceção da capital Tripoli e de Benghazi (leste, a segunda maior cidade), segundo a agência estatal líbia Lana.

Para a capital líbia, os serviços de segurança traçaram um plano de segurança que inclui o destacamento de centenas de unidades móveis, para patrulhar as ruas, e o reforço dos postos de controlo da cidade.

Estas medidas foram decididas após a multiplicação dos apelos para a realização hoje, dia de descanso semanal e de oração, de manifestações para assinalar o aniversário da "revolução de 17 de fevereiro de 2011".

O dia marcou o início das primeiras grandes manifestações contra o regime de Kadhafi, apanhado na vaga de contestação popular que abalava então vários países do mundo árabe, conhecida como a "primavera árabe".

Vários movimentos de ativistas, que criticam a incapacidade das novas autoridades líbias de aplicar reformas, estão a pedir uma "segunda revolução popular" para "derrubar o regime".

Em dezembro de 2012, a Líbia já tinha anunciado o encerramento das fronteiras com outros países vizinhos: Argélia, Níger, Chade e Sudão.

Na altura, as autoridades líbias justificaram a medida com "a deterioração da segurança na região sul do país", decretada "zona militar fechada".

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