França "mantém pressão" sobre Damasco

O Presidente François Hollande afirmou hoje que a "França mantém a pressão" sobre o regime de Damasco, mas acredita na possibilidade de "uma solução política", no âmbito das conversações em curso.

A crise que se vive na Síria está num momento em que se deve procurar "de boa fé terminar com as armas químicas, permitir o seu controlo internacional, a sua destruição. E é isto que está em causa nas negociações em curso", afirmou o Presidente francês numa referência ao encontro entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, em Genebra.

Hollande, que falava no final de um encontro no Eliseu com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, considerou que, "se cada um estiver consciente da sua responsabilidade, será possível acabarmos com as armas químicas na Síria e encontrarmos uma solução política", esse é o objetivo principal. Mas a "França mantém a pressão", isto é, não descarta o cenário de uma opção militar.

A França, em conjunto com os Estados Unidos, tem sido o mais direto advogado de uma operação militar contra o regime sírio, que é acusado de um ataque químico que fez centenas de mortos a 21 de agosto nos arredores de Damasco.

O Presidente sírio, Bachar al-Assad, já prometeu colocar o arsenal de armas químicas do seu país sob supervisão internacional.

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