Forças dos EUA combatem grupos xiitas

As forças dos EUA no Iraque estão a combater grupos xiitas apoiados pelo Irão responsáveis pela morte de 17 soldados norte-americanos nas últimas cinco semanas, afirmou hoje em Bagdad o secretário de Estado da Defesa, Leon Panetta.

"Devemos agir unilateralmente contra as ameaças (dos grupos xiitas) e estamos a fazê-lo", disse o responsável da Defesa norte-americano a cerca de 150 militares reunidos em Camp Victory, quase um ano depois de o exército norte-americano ter decretado o fim das missões de combate para as tropas no Iraque. Um conselheiro do ministro para o Médio Oriente, Colin Kahl, disse aos jornalistas que o exército norte-americano tem o direito de "agir em legítima defesa" no âmbito do acordo de segurança assinado pelos Estados Unidos e pelo Iraque em Novembro de 2008 e que a medida foi tomada "para proteger as tropas" norte-americanas.

Leon Panetta insistiu que "é absolutamente necessário levar os iraquianos a assumirem as suas responsabilidades e a perseguirem esses grupos xiitas que usam essas armas" fornecidas pelo Irão. "Começámos a fazer pressão sobre os iraquianos para perseguirem esses grupos xiitas e fizemos várias operações conjuntas", disse. Para o responsável norte-americano, é igualmente necessário que os iraquianos "pressionem o Irão para que mude de atitude". O chefe do Estado-Maior General dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, afirmou na quinta-feira que o Irão intensificou o apoio militar às fações xiitas do Iraque, fornecendo-lhes mais armas sofisticadas. Em declarações recentes à imprensa, o porta-voz das forças norte-americanas no Iraque, general Jeffrey Buchanan, afirmou que se registou um aumento dos ataques, sobretudo em Bagdad e no sul, de três milícias xiitas: Kateb Hezbollah, Assaib Ahl al-Haq e a Brigada do Dia Prometido.

Esta Brigada foi criada em Novembro de 2008 pelo líder radical xiita iraquiano Moqtada al-Sadr para lutar contra as forças norte-americanas no Iraque. Os outros dois grupos armados são dissidentes do antigo Exército de Mahdi, dirigido por Moqtada al-Sadr e desmantelado em 2008, depois de ter combatido as forças da coligação entre 2004 e 2007.

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