EUA suspendem voos para Israel por razões de segurança

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na terça-feira que a decisão dos EUA de proibirem voos de e para Israel era devido apenas a razões de segurança.

Este foi o último desenvolvimento de um dia em que várias companhias de aviação decidiram suspender os seus voos para Israel.

A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, adiantou que Kerry adiantou, em conversa telefónica com Netanyahu, que as autoridades norte-americanas iriam rever a situação dentro de um dia.

Várias companhias aéreas interromperam as ligações com Israel, receosas da segurança dos seus passageiros, depois da queda de um foguete nas proximidades do principal aeroporto internacional de Israel, em Telavive.

As transportadoras aéreas estão a demonstrar uma extrema prudência depois da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, na última quinta-feira, alegadamente abatido por um míssil terra-ar quando voava sobre a Ucrânia.

A Agência Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) interditou na terça-feira os voos das companhias norte-americanas de e para Israel durante 24 horas.

A Agência Europeia de Segurança Aérea indicou à agência noticiosa AFP que ia recomendar às companhias europeias para não viajarem para Israel.

Mas várias companhias não esperaram as instruções para suspenderem as ligações, casos da Delta Airlines, Air France ou Lufthansa.

"Devido à situação potencialmente perigosa, devido ao conflito armado em Israel e Gaza, todos os voos das companhias [norte-]americanas para e do aeroporto internacional Ben Gurion (de Telavive) estão interditos até nova ordem", anunciou a FAA, pouco depois das 17:00 de Lisboa.

À semelhança da Europa, também várias companhias já tinham decidido anular os seus voos antes da ordem do regulador, como Delta, US Airways e United Airlines.

A Delta desviou mesmo um dos seus aviões que estava prestes a chegar a Telavive: o seu Boeing 747 saído do aeroporto nova-iorquino JFK, com 290 pessoas, fez meia volta e aterrou no aeroporto de Paris-Charles de Gaulle.

Nas empresas europeias, a Air France anulou os voos "até nova ordem", a Lufthansa cancelou-os durante 72 horas "pela segurança dos passageiros e tripulações", enquanto a KLM Royal Dutch Airlines alegou "razões de segurança".

A grega Aegean Airlines anunciou na sua conta na rede social Twitter que ia anular o seu voo previsto para hoje, às 05:00 de Lisboa, entre Atenas e Telavive, sem mencionar razões, mas anunciando "mais informações relacionadas com outros voos".

A Alitalia anulou as suas ligações a Telavive na terça-feira e adiou os que estavam previstos para a manhã de hoje para a noite.

Já a Ibéria, que tem duas ligações diárias com Telavive, anulou o voo da noite de terça-feira, adiantando à AFP que vai reavaliar a situação hoje de manhã.

À semelhança da Iberia, também a Vueling, uma companhia de baixos custos, suspendeu as ligações com Telavive, que vai retomar quando existirem condições de segurança total.

A britânica EasyJet, depois de decidir continuar a voar num primeiro momento, mudou de opinião e suspendeu os voos para Telavive durante 24 horas.

Também a Air Canada anulou os voos de e para Israel, assegurando na sua conta na rede social Twitter estar a seguir a situação de perto.

A British Airways, pelo contrário, manteve os voos previstos.

O ministro dos Transportes israelita garantiu na terça-feira que não havia razões para as transportadoras aéreas deixarem de voar +para Israel.

Estas anulações de voos podem ter um impacto negativo sobre o turismo para Israel, já com problemas depois de 15 dias de conflito com o Hamas.

RN // ARA

Lusa/Fim

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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