Enorme destruição de infraestruturas, produção agrícola a metade

A missão da ONU que visitou esta semana a Síria constatou uma "destruição enorme" das infraestruturas em todos os setores, designadamente na agricultura, em que a produção caiu para metade, informou a organização num comunicado.

"A destruição das infraestruturas em todos os setores é enorme e é claro que, quanto mais tempo o conflito se prolongar, mais tempo levará a reabilitar", afirmou Dominique Burgeon, diretora da divisão de emergência e reabilitação da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Burgeon, que esteve na Síria juntamente com representantes de outras seis agências da ONU, acrescentou que "a missão ficou impressionada com o sofrimento do povo sírio, cuja capacidade para lidar com a situação está muito deteriorada após 22 meses de crise".

No setor agrícola, de que dependem diretamente cerca de oito milhões de sírios (40 por cento da população), a produção de cereais, frutas e vegetais caiu para metade da registada nos anos anteriores ao conflito.

Além da destruição das infraestruturas, nomeadamente os sistemas de irrigação, os agricultores apontaram a insegurança, a falta de combustível e de água e a escassez de sementes e fertilizantes como principais razões da quebra produtiva.

Tendo constatado "uma necessidade urgente de assistência agrícola", a FAO compromete-se a "incrementar significativamente" a ajuda ao povo sírio e, nesse sentido, apela aos doadores que contribuam para o Plano de Resposta e Assistência Humanitária para a Síria, que enfrenta "uma grave falta de financiamento".

Uma conferência internacional de doadores para a Síria reúne-se a 30 de janeiro, no Kuwait, sob a presidência do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A missão de representantes das agências da ONU para a infância (UNICEF), agricultura (FAO) ou refugiados (ACNUR), esteve em várias cidades sírias, como Deraa, no sul, Homs, no centro, e Damasco, a capital, entre 18 e 22 de janeiro.

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